Na Ásia, Panthera leo prefere, em primeiro lugar, as florestas mistas úmidas, seguidas das florestas mistas, dos habitats de savana e dos bosques em que predominam Tectona grandis, Acacia e Zizyphus.
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Os leões viveram no vale do Tigre e do Eufrates até o início do século XX; o último leão conhecido da região foi morto em 1918. Existem gravuras rupestres de leões do Neolítico na Arábia Saudita e em Omã.
Evidência: SRC-084Código da afirmação: CLM-ENT0024-HISTORY-02
Versão aprovada OWNER-REVIEW-20260930T094958379 · última aprovação em 30 de setembro de 2026
Um estudo recente baseado em relatos arqueológicos e históricos, arte rupestre e topônimos mostrou que os mapas anteriores da distribuição histórica do leão na Península Arábica estavam incompletos.
O leão vive hoje na África subsaariana; entre seus países na lista da Base de Dados de Diversidade de Mamíferos estão Angola, Benin, Botsuana, Burkina Faso, Camarões, República Centro-Africana, Chade, República Democrática do Congo, Essuatíni, Etiópia, Quênia, Malauí, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Senegal, Somália, África do Sul, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue; na Ásia, vive apenas na Índia. Extinguiu-se recentemente em países como Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Síria, Jordânia, Líbano, Israel, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Turquia, Afeganistão e Paquistão.
Uma revisão regional sobre os mamíferos carnívoros da Península Arábica, publicada pela União Internacional para a Conservação da Natureza em 2011, não encontrou, em seu apêndice sobre Panthera leo persica, nenhum registro recente confirmado desta espécie na península. A revisão citou gravuras rupestres do Neolítico na Arábia Saudita e em Omã e um relato do século X sobre a presença de Panthera leo na planície costeira de Tihama, no Iêmen, mencionando ainda uma opinião segundo a qual os mamíferos do Iêmen não incluem esta espécie. O Grupo de Especialistas em Felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza situa a Península Arábica dentro da antiga área de distribuição da subespécie Panthera leo leo.
A página do Grupo de Especialistas em Felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza sobre Panthera leo apresenta uma estimativa para 2025 de cerca de 566.675 km² para a área de distribuição atual da espécie, ou seja, 6,13% de sua área de distribuição histórica, com uma redução total da área de distribuição de aproximadamente 34% entre 2004 e 2025, e suspeita-se de um declínio semelhante no número de indivíduos.
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O leão tolera muitos hábitats, é comum em áreas semidesérticas e pode penetrar no deserto ao longo de cursos d'água; consegue obter a água de que precisa de suas presas e alimenta-se principalmente de ungulados de médio a grande porte.
Em 2025, o número de Panthera leo na África foi estimado em cerca de 22.000 a 25.000 indivíduos adultos e subadultos.
A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza classifica Panthera leo na categoria “Vulnerável” (Vulnerable) porque seus números diminuíram no passado em mais de 30%, um declínio associado à redução dos habitats e das presas.
Entre as principais ameaças enfrentadas por Panthera leo estão a perda de habitat, a matança por seres humanos, por retaliação ou de forma indiscriminada, a diminuição do número de suas presas e a caça ilegal para obtenção de carne silvestre.
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